quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Supervia e suas campanhas socioeducativas

E ai, pessoal?
O tempo em que eu não estou fazendo minha monografia anda me consumindo demais para escrever aqui rs.
Enfim, hoje estava no trem e percebi o seguinte “cartaz”:


É um consenso que a qualidade do serviço prestado pela Supervia é péssima. Os trens são na maioria velhos, e por isso vivem avariando, estão quase sempre lotados, atrasados e em condições de limpeza duvidosas. No entanto, é inegável que de uns tempos pra cá a Supervia está fazendo campanhas socioeducativas que são no mínimo bem interessantes, como a imagem postada acima. Tudo parece ter começado com a “Campanha Empata-porta”, mas hoje existe também a “Campanha lixo” (O lixo pode virar muita coisa. Menos passageiro da sua viagem) e a “Campanha convivência” (que envolve questões como o risco das travessias pelos trilhos e barulhos durante a viagem). E acrescento ainda nesse “bolo” a de conscientização sobre o uso do vagão feminino, em que funcionários da Surpervia sinalizam o vagão e passam conferindo se homens estão neles, sendo convidados a se retirarem.
Essa é uma boa iniciativa sim! Mas me pergunto: me parecem coisas tão básicas... Isso não é questão de educação e esta não era para vir de casa? Não vem, infelizmente, não vem. Tive o desprazer de presenciar uma avó ou mãe, nunca se sabe, de um menino de aproximadamente 4 anos jogando o saco de biscoito que ele havia acabado de comer pela janela do trem. Como se não fosse o bastante, depois de comerem bala, o próprio garotinho fez seu papel de “jogador de lixo pelas janelas” e sua mãe/avó soltou o papel no chão de maneira tão natural, abrindo espontaneamente as mãos, que me que talvez ela nem tenha percebido o que fez, pois essa atitude já se naturalizou em seu cotidiano. E isso, meus caros, não é a exceção, é a regra. Por atitudes assim que se faz necessário campanhas educativas com slogans “mamão com açúcar”, porque, afinal, de uma pessoa dessas não podemos exigir muito, não é mesmo?
Mas acreditem se quiser, existem usuários dos trens que discordam de algumas dessas campanhas. É o caso de uma senhora que ao ver a atuação dos funcionários da Supervia informando sobre a proibição da presença de homens no carro feminino, lei estadual 4733/2006, criticou a medida. Claro, a senhora estava confortavelmente sentada, assegurada de que ninguém iria incomodá-la. Mas uma vez, infelizmente, existem pessoas, não apenas homens, com desvio de conduta que se aproveitam de certas situações. No caso do vagão feminino o que se quer é garantir que ali mulheres poderão fazer sua viagem sem ter que se preocupar com situações constrangedoras. Semanas após a senhora reclamar, em um desrespeito a lei, ouvi burburinhos sobre um homem no vagão feminino estar se aproveitando de uma mulher. Ela não se calou e algumas pessoas começaram a falar sobre o assunto, o que conteve o homem, mas em alguns casos o constrangimento é tamanho para a pessoa, que ela se cala por vergonha. Sei que é basicamente nas estações finais que existe essa preocupação dos funcionários quanto a presença masculina nesses vagões. Mas acredito que esta é também uma iniciativa das usuárias e dos usuários.
Por hoje é isso. Fica aqui a esperança de que mais pessoas possam refletir sobre essas questões e que tornem a convivência com o outro mais agradável. O que nos falta é a consciência de que vivemos em sociedade.
Até!

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

E quando penso que já não postaria mais nada...


 Da janela do trem avisto alguns operários da “Operação asfalto liso” em ação. Não reparei em que bairro estava e pouco importa nesse momento. Eles parecem (ou pareciam) estar em todos os lugares da cidade do Rio de Janeiro. Isso me fez lembrar uma conversa que tive com uma colega há algum tempo. Ela me disse, sorridente, que finalmente estavam refazendo o asfalto e que as ruas ficariam ótimas. Não questionei, porque em alguns momentos acredito que não vale a pena questionar. Mas me dei o benefício da reflexão: porque as pessoas se deixam enganar por tão pouco? Lamento informar aos que não sabem, mas o asfalto utilizado em nossa cidade e talvez em todo o Brasil (muito provavelmente, mas generalizar é sempre muito complicado) é de péssima qualidade. Ou ninguém ainda reparou que em algumas ruas, avenidas e afins, que tiveram a sorte de participar dessa linda operação empreendida por nosso querido prefeito Eduardo Paes, já dão sinais de surgimento de buracos ou mesmo já possuem buracos? É claro que já havia passado da hora resolver a questão do asfalto deplorável na cidade. Mas essa é, e claro na minha humilde opinião, apenas uma das muitas jogadas publicitárias do nosso prefeito. Este que não poupou no uso cartazes-propaganda espalhados por ai contribuindo para a poluição visual. “Tá” certo, em alguns lugares o asfalto ainda está uma beleza. O que favorece muito, aliás, a acidentes em algumas vias, já que não há nenhum meio que faça reduzir a velocidade e, infelizmente, muitas pessoas não possuem educação no trânsito.
Mas voltando para o empreendimento propagandístico do Paes, inicialmente houve um “boom” dessa operação asfalto liso. Não tinha um lugar em que fossemos que não estivesse engarrafado por causa deste motivo nobre. Tinha gente que nem reclamava de passar algum tempinho esperando no trânsito e ainda colou, com satisfação, no vidro de seu carro “Operação asfalto liso. Eu apoio.”, já que benefícios viriam depois. Mas e agora? Os operários que vi hoje são os poucos que tenho visto nas últimas semanas. Várias viam não foram terminadas. Em outras as faixas sequer foram pintadas. A propaganda surtiu efeito. Para que se preocupar em terminar logo? Nas próximas eleições a população fatalmente vai se lembrar das máquinas e dos operários de forma positiva. Por quê? Porque fica feliz com um prefeito que está fazendo aquela maquiagem na cidade (não se esqueçam do choque de ordem e demolições). E as escolas, como estão? E os hospitais? As UPAS (as queridinhas da parceria município, governo do estado e federal que fingem que vieram para facilitar)? E a Praça da Bandeira? Vai alagar no próximo verão? Estão realmente fazendo aquelas limpezas nos bueiros pelo menos?
É, como já dizia uma amiga, o Eduardo Paes é o novo Pereira Passos do século XIX.
Jusqu'à la prochaine fois (Até a  próxima vez, em bom francês, para entrar no clima das novas reformas).

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Mais uma vez de novo...

Cheguei à conclusão de que meu pseudo-espírito de escritora só aparece nas horas não vagas: à noite, já deitada, onde o computador não vai brotar ligadinho e bonitinho para eu escrever ou no trabalho, onde não posso (ou não deveria) usar o computador para isso. Mas aqui estou eu, "mais uma vez de novo", aproveitando os ares das férias universitárias, criando um blog e alimentando esperanças de que  vou voltar a postar alguma coisa nele. Só que, como uma pegadinha, todos aqueles temas que eu havia pensado anteriormente, fizeram-me o favor de escapulir “pelas mãos”. Tudo bem... se tratando de mim, esquecer é o mais normal possível. Mas então, porque não falar do esquecer?
Já repararam como é cada vez mais comum um amigo dizer que vive esquecendo das coisas? Eu, pelo menos, conheço vários que dizem isso. Mas esquecem por quê? O que se anda fazendo é tão banal e entediante assim, a vida se tornou de tal modo atribulada ou a evolução da espécie humana alterou a parte específica do nosso cérebro para não guardar certos tipos de informação (levando em consideração aquela historinha de que o maxilar foi ficando cada vez menor e o cérebro fez o caminho inverso)? Se pararmos para pensar esquecer é tudo o que não deveríamos fazer nos tempos de hoje. Se você esquece de pagar aquela conta, cobram juros. Se você esquece do aniversário de namoro, seu (sua) namorado (a) faz aquele drama (que diga-se de passagem tem que ter um caminhão de paciência para aturar). Se você esquece de dizer aquela frase de efeito naquela entrevista, pegam a sua vaga. Ou seja, esquecer é inversamente proporcional ao seu sucesso. Logo, tenho suspeitas de que estamos criando máquinas de frustrações.
Portanto, lembre-se: o mundo é dos espertos. E ter memória é meio caminho andado para você ser o novo Cérebro da dupla Pink e Cérebro. Só não vai vacilar e arrumar um Pink, porque ele sempre f*de com tudo.

Hasta la próxima!