quinta-feira, 11 de agosto de 2011

E quando penso que já não postaria mais nada...


 Da janela do trem avisto alguns operários da “Operação asfalto liso” em ação. Não reparei em que bairro estava e pouco importa nesse momento. Eles parecem (ou pareciam) estar em todos os lugares da cidade do Rio de Janeiro. Isso me fez lembrar uma conversa que tive com uma colega há algum tempo. Ela me disse, sorridente, que finalmente estavam refazendo o asfalto e que as ruas ficariam ótimas. Não questionei, porque em alguns momentos acredito que não vale a pena questionar. Mas me dei o benefício da reflexão: porque as pessoas se deixam enganar por tão pouco? Lamento informar aos que não sabem, mas o asfalto utilizado em nossa cidade e talvez em todo o Brasil (muito provavelmente, mas generalizar é sempre muito complicado) é de péssima qualidade. Ou ninguém ainda reparou que em algumas ruas, avenidas e afins, que tiveram a sorte de participar dessa linda operação empreendida por nosso querido prefeito Eduardo Paes, já dão sinais de surgimento de buracos ou mesmo já possuem buracos? É claro que já havia passado da hora resolver a questão do asfalto deplorável na cidade. Mas essa é, e claro na minha humilde opinião, apenas uma das muitas jogadas publicitárias do nosso prefeito. Este que não poupou no uso cartazes-propaganda espalhados por ai contribuindo para a poluição visual. “Tá” certo, em alguns lugares o asfalto ainda está uma beleza. O que favorece muito, aliás, a acidentes em algumas vias, já que não há nenhum meio que faça reduzir a velocidade e, infelizmente, muitas pessoas não possuem educação no trânsito.
Mas voltando para o empreendimento propagandístico do Paes, inicialmente houve um “boom” dessa operação asfalto liso. Não tinha um lugar em que fossemos que não estivesse engarrafado por causa deste motivo nobre. Tinha gente que nem reclamava de passar algum tempinho esperando no trânsito e ainda colou, com satisfação, no vidro de seu carro “Operação asfalto liso. Eu apoio.”, já que benefícios viriam depois. Mas e agora? Os operários que vi hoje são os poucos que tenho visto nas últimas semanas. Várias viam não foram terminadas. Em outras as faixas sequer foram pintadas. A propaganda surtiu efeito. Para que se preocupar em terminar logo? Nas próximas eleições a população fatalmente vai se lembrar das máquinas e dos operários de forma positiva. Por quê? Porque fica feliz com um prefeito que está fazendo aquela maquiagem na cidade (não se esqueçam do choque de ordem e demolições). E as escolas, como estão? E os hospitais? As UPAS (as queridinhas da parceria município, governo do estado e federal que fingem que vieram para facilitar)? E a Praça da Bandeira? Vai alagar no próximo verão? Estão realmente fazendo aquelas limpezas nos bueiros pelo menos?
É, como já dizia uma amiga, o Eduardo Paes é o novo Pereira Passos do século XIX.
Jusqu'à la prochaine fois (Até a  próxima vez, em bom francês, para entrar no clima das novas reformas).

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Mais uma vez de novo...

Cheguei à conclusão de que meu pseudo-espírito de escritora só aparece nas horas não vagas: à noite, já deitada, onde o computador não vai brotar ligadinho e bonitinho para eu escrever ou no trabalho, onde não posso (ou não deveria) usar o computador para isso. Mas aqui estou eu, "mais uma vez de novo", aproveitando os ares das férias universitárias, criando um blog e alimentando esperanças de que  vou voltar a postar alguma coisa nele. Só que, como uma pegadinha, todos aqueles temas que eu havia pensado anteriormente, fizeram-me o favor de escapulir “pelas mãos”. Tudo bem... se tratando de mim, esquecer é o mais normal possível. Mas então, porque não falar do esquecer?
Já repararam como é cada vez mais comum um amigo dizer que vive esquecendo das coisas? Eu, pelo menos, conheço vários que dizem isso. Mas esquecem por quê? O que se anda fazendo é tão banal e entediante assim, a vida se tornou de tal modo atribulada ou a evolução da espécie humana alterou a parte específica do nosso cérebro para não guardar certos tipos de informação (levando em consideração aquela historinha de que o maxilar foi ficando cada vez menor e o cérebro fez o caminho inverso)? Se pararmos para pensar esquecer é tudo o que não deveríamos fazer nos tempos de hoje. Se você esquece de pagar aquela conta, cobram juros. Se você esquece do aniversário de namoro, seu (sua) namorado (a) faz aquele drama (que diga-se de passagem tem que ter um caminhão de paciência para aturar). Se você esquece de dizer aquela frase de efeito naquela entrevista, pegam a sua vaga. Ou seja, esquecer é inversamente proporcional ao seu sucesso. Logo, tenho suspeitas de que estamos criando máquinas de frustrações.
Portanto, lembre-se: o mundo é dos espertos. E ter memória é meio caminho andado para você ser o novo Cérebro da dupla Pink e Cérebro. Só não vai vacilar e arrumar um Pink, porque ele sempre f*de com tudo.

Hasta la próxima!